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:: Campanha Salarial das Financeiras:

Financiários dizem não à proposta das Financeiras

Os representantes dos Financiários e das Financeiras se reuniram hoje, dia 25 de novembro, em Belo Horizonte, na segunda rodada de negociação da Campanha Salarial 2008. Cardoso, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, Davidson Siqueira, diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, Marcelo Neves “Peninha”, presidente do Sindicato dos Bancários de Divinópolis, e Nilson José Garcia, presidente da FETRAF MG, rejeitaram no ato a proposta de reajuste de 7,26% apresentada pelas financeiras, que apenas repõe a inflação do período.

Os representantes dos trabalhadores cobraram dos patrões mais seriedade nas negociações, pois nenhuma das reivindicações dos trabalhadores foi contemplada na proposta apresentada, como aumento real, avanços nos benefícios e unificação da data-base da categoria, seguindo o calendário nacional, como sempre defenderam os Sindicatos e a FETRAF MG.

As financeiras usaram novamente o desgastado argumento de que o atual momento de crise não permite a concessão de aumento real. Os Representantes dos Financiários retrucaram, dizendo que estavam discutindo perdas passadas, anteriores à crise, além de confrontarem as Financeiras Mineiras com o aumento real conquistado pelos Financiários na negociação nacional.

Foi agendada para o próximo dia 3 de dezembro uma nova rodada de negociação.

Segundo Cardoso, as Financeiras têm a obrigação de apresentar uma proposta que atenda as reivindicações dos Financiários. “Não aceitaremos de forma alguma uma proposta que apenas reponha a inflação. Assim como os Bancos, as Financeiras são altamente lucrativas e têm totais condições de atender nossas reivindicações, como o aumento real, revisão dos benefícios e a unificação da data-base dos Financiários Mineiros com a data-base nacional. A crise não servirá de desculpa, pois os trabalhadores não podem ser penalizados por algo que é de responsabilidade dos donos do dinheiro”, afirmou.

Para Davidson Siqueira, as Financeiras devem parar de enrolar e negociar de maneira séria com a categoria. “Enquanto uma proposta digna não for apresentada o acordo não será fechado. Queremos que as negociações avancem, mas para isso as Financeiras têm que mudar sua postura na mesa e apresentarem algo de concreto que contemple os anseios dos Financiários”, ressaltou.

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.:: Encontro Nacional deflagra campanha permanente no Itaú, Unibanco e HSBC:

O Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Itaú, Unibanco e HSBC organizado pela Contraf/CUT terminou nesta quarta-feira 19 com a aprovação da deflagração das campanhas permanentes em cada banco para negociar as reivindicações específicas. Os dirigentes decidiram que a campanha no Itaú e no Unibanco já será unificada, tendo como eixos centrais a garantia dos empregos e a preservação dos direitos. Nos dias 8, 9 e 10 de dezembro será a vez dos dirigentes sindicais do Bradesco e do Santander/Real realizarem o seu Encontro Nacional.

"Com esses encontros nacionais, estamos consolidando a estratégia de campanhas articuladas, com negociações dos temas de interesse comum da categoria realizadas na mesa da Fenaban durante a campanha salarial e negociações permanentes, durante o ano todo, das questões específicas de cada banco", explica Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT. "Nosso objetivo é organizar e mobilizar a categoria para irmos atrás das reivindicações e avançarmos nas conquistas."

Mais de 150 dirigentes sindicais dos três bancos privados participaram do Encontro Nacional, iniciado na segunda-feira 17, no município de Embu das Artes, na Grande São Paulo.

Em defesa do emprego no Itaú e Unibanco

Além da luta pela garantia dos empregos e preservação dos direitos dos bancários, os encontros do Itaú e Unibanco aprovaram uma série de reivindicações específicas, que serão unificadas na reunião que será realizada no dia 8 de dezembro entre as comissões de empresa dos funcionários dos dois bancos.

Já está decidido que haverá uma campanha de mídia em defesa do emprego e dos direitos, com a definição de uma marca e confecção de camisetas e jornais para clientes do Itaú e do Unibanco. Os dirigentes sindicais vão elaborar ainda um documento que será entregue ao Cade e ao Banco Central e farão um monitoramento minucioso nos Estados sobre o nível de emprego nos dois bancos.

"Foi extraordinária a unidade demonstrada pelos dirigentes sindicais do Itaú e do Unibanco em torno da necessidade estratégica de defender os empregos e os direitos dos bancários no processo de fusão", avalia Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf/CUT, que é funcionário do Itaú. "Ficou claro que é importante dialogar tanto com a categoria quanto com a opinião pública, para mostrar que a fusão não pode ser benéfica apenas aos banqueiros, mas também precisa ser positiva para a sociedade e para os bancários."

Fonte: Contraf/CUT

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.:: Bancários definem campanha internacional conjunta por proteção ao emprego:

Os bancários de toda a América realizarão uma campanha conjunta pela proteção do emprego e das condições de trabalho no setor financeiro. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, dia 21, na plenária final da 4ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais, realizada na sede da COntraf/CUT, em São Paulo.

*Veja outras notícias sobre a 4ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais:

Durante dois das, 165 pessoas de dez países participaram de debates a respeito dos principais desafios do setor bancário internacional. Estiveram presentes dirigentes dos bancos de Itaú, Santander-Real, HSBC, Unibanco, BBVA e Banco do Brasil.

Na manhã desta sexta, os dirigentes se dividiram por bancos e debateram as questões específicas que serão tratadas com as empresas no próximo período. Depois dessa etapa, uma plenária reuniu todos os bancários para definir o calendário da Semana Internacional de Lutas, que acontecerá entre os dias 8 e 12 de dezembro. A semana servirá como lançamento da campanha internacional sobre proteção do emprego e condições de trabalho. Veja as datas por banco:

Dia 08 - Banco do Brasil.
Dia 09 - Itaú/Unibanco.
Dia 10 - HSBC
Dia 11 - BBVA
Dia 12 - Santander/ABN.

As entidades irão aprovar uma mídia conjunta para a campanha de proteção ao emprego. Deverão ser disponibilizados banners, selos e cartazes na página da UNI para download. Ficou agendada também uma outra semana de lutas, a ser realizada no final de janeiro de 2009, em conjunto com a UNI-Finanças Mundial.

"Foi um evento muito importante para a organização internacional dos trabalhadores, especialmente neste momento de crise que ameaça os empregos de todos", afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT. Ele considera que a definição da campanha internacional de proteção ao emprego foi um passo importantíssimo. "Somente com mobilização conseguiremos leis e acordos que garantam o direito de todos ao emprego e a condições de trabalho dignas", sustenta.

Fonte: Contraf/CUT

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.:: Banco do Brasil compra Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões:

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

Mesmo assim, BB ainda não retornou ao posto de maior banco do país.
Negociações aconteciam há meses e foram facilitadas pela MP 443.

O Banco do Brasil confirmou nesta quinta-feira (20), por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Bolsa de Valores de São Paulo, a aquisição do banco paulista Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões.

O pagamento será feito em dezoito parcelas mensais a partir de março de 2009 no valor, cada uma, de R$ 299,2 milhões - corrigidas pela taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano.

"O valor da operação foi calculado com base em avaliação econômico-financeira elaborada por consultores contratados pelo Banco do Brasil, a qual levou em consideração, entre outras metodologias, as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado da Nossa Caixa", informou o Banco do Brasil.

A venda da Nossa Caixa foi precedida por reunião entre o governador de São Paulo, José Serra, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida nesta quarta-feira (19). Ao fim do encontro, porém, o governador José Serra negou que o assunto tenha sido discutido.

Serviços em São Paulo

O BB informa ainda que um memorando de entendimentos prevê a manutenção da prestação de serviços ao estado de São Paulo. De acordo com o Banco do Brasil, os serviços serão mantidos em "todas as localidades" atualmente atendidas pela Nossa Caixa, com incremento das políticas de crédito e de fomento desenvolvidas pelo banco paulista.

O Banco do Brasil também informa que assumirá a "operacionalização" dos programas sociais do governo do estado administrados pela Nossa Caixa e que manterá o patrimônio público, principalmente no que se refere a depósitos judiciais e operações financeiras privativas de instituições financeiras oficiais.

Liderança

Mesmo com a compra da Nossa Caixa, o Banco do Brasil ainda não retornou ao posto de maior banco do país. Mas deu um passo para eventualmente retomar, no futuro, a posição nunca havia perdido anteriormente.

Ao concretizar a compra da Nossa Caixa, o BB soma R$ 53,4 bilhões em ativos, que já totalizavam R$ 459 bilhões antes da operação. Com isso, a instituição sobe para cerca de R$ 512,4 bilhões em ativos totais. Este valor já contabiliza o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e Banco do Piauí (BEP) - este último adquirido recentemente.

O conglomerado formado pelo Itaú e Unibanco possui cerca de R$ 575 bilhões em ativos. mantendo a liderança. O BB também avalia, porém, a compra do Banco de Brasília (BRB) e há rumores que estaria negociando a aquisição de parte do Banco Votorantin. A instituição também tem atuado na compra de carteiras de crédito de bancos de menor porte.

O BB deixou a liderança no início de novembro com a fusão entre o Itaú e o Unibanco, que resultou na criação de um "gigante financeiro". Com a operação, o conglomerado formado pelos dois bancos privados assumiu o posto de maior instituição financeira não só do Brasil, mas também da América do Sul.

Logo após o anúncio da fusão entre o Itaú e o Unibanco, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já avisava que o BB perderia a liderança "momentaneamente" e que a instituição teria a chance de correr atrás e se recompor.

"A vida é assim. Nada como um dia depois do outro. Ele [BB] terá também a chance de correr atrás e se refazer", disse Mantega na ocasião. A visão é compartilhada pelo presidente Lula, para quem há interesse de que o BB seja "muito maior do que qualquer banco no Brasil."

Nova regra

A compra da Nossa Caixa foi agilizada pela edição, por parte do presidente Lula, da Medida Provisória 443, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a adquirirem, com menos burocracia, instituições financeiras públicas e que passou a permitir a compra de bancos privados. A medida foi anunciada em meados de outubro, antes da fusão do Itaú com o Unibanco.

O BB lembra que já estava conversando com o governo paulista sobre a compra da Nossa Caixa há vários meses, ou seja, bem antes do anúncio da fusão entre o Itaú e Unibanco. Com a MP 443, informou em outubro o vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Mendes, a compra do banco paulista teria ficado mais fácil, visão que também foi compartilhada pelo governador de São Paulo, José Serra.

Segundo explicou Aldo Mendes, do BB, quando a MP 443 foi editada em outubro, o modelo antigo [pelo qual o BB não podia fazer compras diretas de outros bancos] começou a mostrar "grande dificuldade" para a compra da Nossa Caixa e BRB, pois envolvia uma engenharia financeira complicada e pagamento em ações.

"Os vendedores [governos estaduais] não querem receber, como moeda de troca, ações de outro banco. Querem transformar esse banco em outros ativos. Em um primeiro momento caixa [dinheiro] e, em um segundo momento, investimento em seus estados", explicou Mendes naquele momento.

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.:: Itaú e Unibanco anunciam fusão e criam maior grupo financeiro do Hemisfério Sul:

da Folha Online

A Itaúsa empresa de participações do grupo Itaú e o Unibanco anunciaram nesta segunda-feira que irão fundir suas operações financeiras, o que formará o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul, segundo comunicado divulgado pelos bancos.

"Os controladores da Itaúsa e da Unibanco Holdings comunicam ao mercado que assinaram nesta data contrato de associação visando à unificação das operações financeiras do Itaú e do Unibanco de modo a formar o maior conglomerado financeiro privado do Hemisfério Sul, cujo valor de mercado fará com que ele fique situado entre os 20 maiores do mundo. Trata-se de uma instituição financeira com a capacidade de competir no cenário internacional com os grandes bancos mundiais", informaram as duas empresas em comunicado ao mercado.

Segundo as duas instituições, o total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões contra R$ 403,5 bilhões do Banco do Brasil, e R$ 348,4 bilhões do Bradesco, de acordo com dados de junho do Banco Central.

Em comunicado, as instituições informaram que a fusão é resultado de 15 meses de negociação e de "uma forte identidade de valores e visão convergente de futuro".

A presidência do Conselho de Administração ficará a cargo de Pedro Moreira Salles (pelo Unibanco) e o Presidente Executivo será Roberto Egydio Setubal (pelo Itaú). O Conselho de Administração do novo banco será composto por 14 membros, sendo que seis serão indicados pelos controladores da Itaúsa e pela família Moreira Salles, e os demais serão independentes.

"Esta operação surge em momento de grandes mudanças e oportunidades no mundo, particularmente no setor financeiro. O novo banco consolida-se em um cenário que encontra o Brasil e o seu sistema financeiro em situação privilegiada, com enormes possibilidades de melhorar ainda mais a sua posição relativa no cenário global", informam.

Para ser concretizada, a fusão ainda terá que ser aprovada pelo Banco Central e por órgãos reguladores como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Clientes

Conforme as empresas, "nada muda operacionalmente neste momento" para os clientes do Itaú e do Unibanco. "Todos continuarão a utilizar normalmente os diferentes canais de atendimento, cheques, cartões e demais produtos e serviços."

Segundo o Itaú e o Unibanco, com a fusão dos dois bancos serão aproximadamente 4.800 agências e postos de atendimento (representando 18% da rede bancária) e 14,5 milhões de clientes de conta corrente (18% do mercado). Em volume de crédito, representará 19% do sistema brasileiro, e em total de depósitos, fundos e carteiras administradas atingirá 21%.

Conforme as duas instituições, as operações de cartões de crédito passam a contemplar as empresas Itaucard, Unicard, Hipercard e Redecard.

No mercado de seguros, o novo grupo nasce com uma participação de 17% e de 24% em previdência. As operações Corporate (para empresas) vão somar mais de R$ 65 bilhões, com atendimento a mais de 2.000 grupos econômicos no Brasil, conforme os dois bancos, que também informaram que o negócio de Private Bank (gestão de grandes fortunas) será o maior da América Latina, com aproximadamente R$ 90 bilhões de ativos sob gestão.

Mercado de ações

O acordo firmado entre as duas partes determina que os acionistas do Unibanco migrarão para uma nova companhia que se chamará Itaú Unibanco Holding Financeira, cujo controle "será compartilhado, entre a Itaúsa e os controladores da Unibanco Holdings, por meio de holding não financeira a ser criada no âmbito da reorganização."

As ações ordinárias do Unibanco e da Unibanco Holdings serão substituídas por ações ordinárias da Itaú Unibanco Holding. Cada 1,1797 ação das duas empresas virará 1 ação da Itaú Unibanco Holding. Já cada 1,7391 ação Unit do Unibanco passará a valer 1 ação preferencial. Por sua vez, cada 3,4782 ações preferenciais do Unibanco e da Unibanco Holdings valerão 1 preferencial da nova empresa.

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.:: Acordos com a Fenaban, BB e Caixa serão assinados na quinta-feira:

Os bancários de todo o país avaliaram, nesta quarta e quinta-feira, em assembléias, as propostas apresentadas pela Fenaban, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Praticamente todos os sindicatos aprovaram as propostas para os bancos privados e o BB, encerrando a greve em todo o país. Na Caixa, algumas bases rejeitaram a proposta e mantiveram a greve nesta sexta-feira, quando novas assembléias foram realizadas. Até o fechamento deste texto, a maioria das assembléias decidiu aceitar a proposta e encerrar a paralisação.

A assinatura dos acordos com a Fenaban, a Caixa e o BB, inicialmente marcada para o dia 29, foi alterada para o dia 30 de outubro, em São Paulo. Na quarta 29, será assinado o aditivo do BNB, às 11h, no Passaré em Fortaleza.

(veja aqui os resultados das assembléias dos empregados da Caixa ocorridas nessa sexta-feira).

- Clique aqui para ver a proposta da Fenaban
- Clique aqui para ver a proposta do Banco do Brasil
- Clique aqui para ver a proposta da Caixa

Fonte: Contraf/CUT

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.:: Bancos privados e BB aceitam proposta da Fenaban e Caixa terá mais um dia de greve:

Mais de 150 bancários participaram da assembléia realizada hoje, 22 de outubro, na sede social do Sindicato dos Bancários. A proposta feita pela Fenaban foi aceita e assim os bancos privados e o Banco do Brasil decretaram o fim da greve. A Fenabana propôs um reajuste salarial de 10% para quem ganha até R$ 2.500 e de 8,15% para os que ganham mais de R$ 2.500 além da previsão de aumento para a participação nos lucros e resultados (PLR) e outras reivindicações feitas.

Segundo o Sindicato, a proposta não agradou e a PLR ainda está abaixo do que os banqueiros podem pagar. Mas a Fenaban anunciou que foi a última proposta apresentada.

Os bancários do Banco do Brasil decidiram por aceitar as propostas apresentadas pelo banco sobre questões específicas e na assembléia votou pelo fim da greve. Já a situação da Caixa Econômica é diferente. Não houve acordo sobre as pendências específicas por parte da gestão gerencial da Caixa e bancários decidiram permanecer por mais um dia de greve até haver uma negociação com o banco.

A Fenaban não aceita anistiar os dias em greve e propôs uma compensação dos dias parados. Esta foi uma das maiores manifestações feita pela categoria.

Amanhã, 23 de outubro, haverá uma assembléia as 19hrs, na sede social do Sindicato dos Bancários para analisar e decidir a situação da Caixa Econômica.

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.:: Assembléias amanhã votam greve por tempo indeterminado a partir de quarta:

Atendendo orientação do Comando Nacional dos Bancários, os sindicatos realizarão assembléias nesta terça-feira 7 para votar a proposta de greve por tempo indeterminado em todo o país a partir da quarta-feira.

Na rodada de negociação do dia 24, os bancos ofereceram reajuste de 7,5% (apenas 0,35% acima da inflação de 7,15% medida pelo INPC do IBGE) sobre todas as verbas salariais, inclusive na PLR. Com essa proposta, os bancos pagariam este ano uma PLR menor do que no ano passado.

"Mesmo sendo o setor da economia brasileira que tem os maiores lucros, os bancos fizeram uma proposta inaceitável que os bancários já rejeitaram nas assembléias e nas paralisações da semana passada. Mas parece que os bancos não se mostraram sensibilizados e estão apostando no confronto. Aos bancários só resta o caminho da greve por tempo indeterminado", afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional.
 
Quem já está em greve

Continuam em greve desde a semana passada as seguintes bases sindicais:

Todos os bancos
Brasília
Pernambuco
Salvador
Sergipe
Maranhão
Rio Grande do Norte
Irecê (BA)

Greve só na Caixa
Porto Alegre
Santa Cruz do Sul (RS)

Greve a partir de hoje
Pará e Amapá

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.:: Comando Nacional orienta greve por tempo indeterminado a partir do dia 8:

O Comando Nacional dos Bancários, reunido nesta quarta-feira 1º em São Paulo, aprovou a orientação para que os sindicatos convoquem assembléias para a próxima terça-feira 7 com o objetivo de aprovar a deflagração de greve por tempo indeterminado em todo o país a partir do dia 8 de outubro.

"Mesmo sendo o setor da economia brasileira que tem os maiores lucros, os bancos fizeram uma proposta inaceitável que os bancários já rejeitaram nas assembléias e nas paralisações desta semana. Mas parece que os bancos não se mostraram sensibilizados e estão apostando no confronto", afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional.

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.:: Juiz de Fora: Bancários fazem greve de 24 horas:

Os bancários de Juiz de Fora decidiram, na assembléia de hoje, realizada no Sindicato dos Bancários, paralisarem suas atividades por 24h, amanhã, dia 30. A decisão segue orientação da Contraf CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), que recusou a proposta de 7,5% de reajuste da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
 
A movimentação é nacional e atingirá as principais cidades em todo o país. As agências amanhecerão com cartazes de greve e o atendimento ao público será suspenso, funcionando somente os caixas eletrônicos.
 
Informações complementares
 
Principais reivindicações da Campanha Nacional 2008
 
Aumento real: 13,23% de reajuste
 
Plano de Cargos e Salários para todos: 1% de reajuste a cada ano de trabalho. 2% a cada cinco anos. O banco é obrigado a promover o bancário pelo menos um nível a cada cinco anos.
 
Fim das metas abusivas: definidas pela agência/departamento com a participação de todos os trabalhadores, levando em conta a abordagem ao cliente e o tempo para sua execução. Deverão ser obrigatoriamente coletivas, levando em consideração a região, o porte da agência, o número de funcionários, a base de clientes e o perfil econômico local. Ficam proibidas quaisquer tipos de compa-ração dos resultados obtidos, elaboração de rankings ou classificação por desempenho individual, da agência ou por região.
 
Pisos salariais : R$ 1.497,75 para escriturários, R$ 1.947,07 para caixas e tesoureiros, R$ 2.321,50 para primeiro comissionado, R$ 3.369,93 para gerente.
 
Aumento da PLR e simplificar os critérios de distribuição: três salários + R$ 3.500 para todos, sem limitador e sem teto.
 
Vale-refeição: R$ 17,00
 
Cesta-alimentação: R$ 415,00 + 13ª cesta-alimentação conquistada no ano passado.
 
Auxílio-Creche: R$ 415, com ampliação da idade para 8 anos e 11 meses e comprovação anual dos gastos.
 
Contratação de remuneração total Além do reajuste salarial, os bancários querem regrar a remuneração variável. A reivindicação é de distribuição de 5% da receita de prestação de serviços de forma igualitária entre todos os bancários. O pagamento deverá ser feito após a publicação do balanço trimestral. Além disso, 10% de toda a produção da agência deve ser distribuída entre os trabalhadores da unidade.
 
Novas conquistas: Auxílio-educação e a criação de um plano de previdência complementar fechado, com gestão compartilhada
 
Emprego: Ratificação da convenção 158; defesa do emprego; cumprimento da jornada de 6 horas; contratação de mais funcionários, estabelecendo efetivo mínimo para o atendimento aos clientes
 
Segurança: Instalação de portas de segurança em todas as agências bancárias, já no auto-atendimento; pagamento de adicional de risco de vida no valor de 40% do salário para funcionários de agências e PABs.
 
Eixos políticos: Defesa dos bancos públicos; ampliação do crédito produtivo para investimentos, principalmente agrícola; redução da taxa de juros; regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal (que estabelece o papel do sistema financeiro no país).
 
Maiores informações
 
Marcos Louzada
(presidente do Sindicato dos Bancários)
8402-2023
 
Sara de Moraes
(Assessoria de imprensa)
3215-2249 (ramal 227)
(horário: terça até 14h)

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.:: Nova rodada de negociação específica do Banco do Brasil termina sem avanços:

Terminou sem avanços a segunda rodada de negociação das reivindicações específicas do funcionalismo do Banco do Brasil, realizada nesta segunda-feira 29 em Brasília entre a direção do BB e o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários. Foram discutidas a PLR, questões referentes à fusão com o Besc e as ressalvas à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

"Isso mostra que a direção do banco está em compasso de espera, para ver a reação do funcionalismo na greve da categoria desta terça-feira", avalia Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa. "Por isso é importante que os funcionários do BB compareçam às assembléias e façam a greve de advertência de 24 horas junto com os demais bancários."

PLR

O banco afirmou na negociação desta segunda-feira que pretende manter o modelo de PLR adotado nos últimos semestres.

Os representantes dos funcionários propuseram que o valor de salários paradigmas para o cálculo da PLR seja aumentado na proporção do crescimento do lucro, ou seja, 64% do E-6 para escriturários, E-6 mais comissão de caixa para os caixas executivos. E para os comissionados, o VR (Valor de Referência) ou VR mais DM (Diferencial de Mercado), quando for o caso.

O Comando também propôs que o acordo seja anual, da mesma forma que o anterior. O banco se dispôs a analisar a proposta e responder numa nova rodada de negociação.

Cláusulas da CCT ressalvadas

O acordo específico do Banco do Brasil que está em vigor possui uma série de cláusulas que são mais vantajosas do que a Convenção Nacional dos Bancários que é assinada com a Fenaban. Entre essas cláusulas estão o salário de ingresso, adicional por tempo de serviço, estabilidade provisória de emprego etc..

Há outro grupo de cláusulas do acordo específico que adaptam a redação às especificidades do BB (cláusulas ressalvadas), entre as quais está a gratificação de caixa, que no banco é maior. E há ainda um terceiro grupos de cláusulas que só existem no BB, como delegado sindical, ponto eletrônico, cinco dias de faltas abonadas etc..

Na negociação desta segunda-feira, foram discutidas as cláusulas ressalvadas, do segundo grupo. O banco afirmou que como elas dependem do resultado das negociações com a Fenaban, vai avaliar e apresentar proposta na próxima rodada de negociação.

Besc

Foi reafirmada a negociação específica para tratar de assuntos referentes à incorporação do Besc. A negociação deverá ocorrer no próximo dia 1º de outubro, em Florianópolis.

Fonte: Contraf/CUT

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.:: Caixa: negociações seguem travadas e Comando orienta para mobilização:

Aconteceu nesta sexta-feira, dia 26, em Brasília, nova rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2008 para as questões específicas da Caixa Econômica Federal. Os empregados foram representados pelo Comando Nacional dos Bancários, com assessoria da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE-Caixa). As negociações desta sexta-feira encerraram as rodadas da Campanha Nacional por blocos temáticos, a exemplo do que ocorreu na Fenaban.

A reunião discutiu a adoção da proposta de alteração do método de custeio do REG/Replan, contratação de pessoal, cumprimento das cláusulas negociadas com a Fenaban, a avaliação sobre a conclusão dos trabalhos da comissão paritária de promoção por mérito no âmbito do novo PCS, a liberação de dirigentes sindicais, a democratização da gestão e a recomposição do poder de compra dos salários.

REG/Replan

Os representantes dos empregados voltaram a cobrar da direção da Caixa uma solução definitiva para a adoção da proposta de alteração do método de custeio do REG/Replan, apresentada em 2003 pelos conselheiros deliberativos eleitos na Funcef, que busca minimizar o ônus do custeio do plano. Desde que o tema começou a ser discutido, sobretudo quando o Novo Plano foi negociado, o entendimento firmado foi de que a permanência ou não no REG/Replan não-saldado seria opcional. Os representantes dos empregados reafirmaram que não aceitam nenhum tipo de retaliação ou discriminação contra os empregados que optaram por ficar no REG/Replan. Segundo a Contraf/CUT, a postura da Caixa de não cumprir o negociado vem gerando clima de insatisfação entre os empregados desse grupo, o que é inaceitável.

A Caixa acatou proposta feita pela representação dos empregados de promover reunião entre técnicos da empresa e da Funcef para discutir com maior profundidade o método de custeio do REG/Replan não-saldado. Não foi ainda agendada data para esse encontro.

Contratação de pessoal

A Caixa voltou a informar que, atualmente, conta com um quadro de 78.053 trabalhadores, contingente considerado insuficiente pelo Comando para que a empresa possa atender o aumento de suas atribuições ocorrido nos últimos anos. Os representantes dos bancários lembram ainda que a carência de pessoal impõe uma extenuante carga de trabalho aos empregados, sobretudo nas agências e nas Ret/PV, levando-os a conviver cotidianamente com a fadiga, a insatisfação e a revolta.

A alegação da Caixa é de que qualquer discussão sobre aumento no quadro total de empregados tem relação direta com o aporte de recursos e com a autorização de órgãos controladores como o Ministério da Fazenda. O banco argumenta ainda que a redução de 104 mil para 101 mil trabalhadores, ocorrida nos últimos anos, vem em resposta à reivindicação de fim da terceirização, sendo que ainda há 10 mil trabalhadores terceirizados passíveis de serem substituídos por novos contratados.

Os representantes dos empregados voltaram a cobrar novas gestões da Caixa junto ao governo federal (Ministério da Fazenda) para que seja autorizada a ampliação do quantitativo de pessoal da empresa com a urgência que se faz necessária, única forma de não causar prejuízos às condições de trabalho e à saúde dos bancários.

Promoção por mérito

Os representantes dos empregados protestaram contra a intransigência demonstrada pela Caixa no decorrer dos trabalhos da comissão paritária encarregada de definir os critérios para promoção por merecimento no âmbito do novo PCS. Os trabalhos foram encerrados no dia 25, sem qualquer acordo, porque a Caixa mais uma vez rompeu com o negociado ao insistir em colocar metas individuais como um dos principais critérios. O foco da empresa na Gestão de Pessoas por Competências (GPC) levou também a que não houvesse acordo sobre os critérios que deveriam ser implantados. Com isso oobjetivo dessa comissão paritária foi desvirtuado. Ficou acertado, porém, que essa discussão será remetida para a mesa específica de negociações da Campanha Nacional dos Bancários.

Reajuste e PCC

A Caixa firmou compromisso de aplicar o índice de reajuste negociado com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), o que é considerado positivo pelos representantes dos empregados.

Além disso, o banco afirmou que concorda em fazer o debate sobre o Plano de Cargos e Carreiras (PCC), mas que ainda não há qualquer definição de cronograma. A Contraf/CUT deixou claro, no entanto, que o debate sobre o PCC precisa ser aprofundado no período da Campanha Nacional dos Bancários 2008. "A demora na definição de um cronograma para essas negociações dificultará o avanço nessa questão, que se torna cada vez mais urgente", cobra Jair Ferreira, coordenador da CEE-Caixa. "Algumas questões pontuais relativas a diversos cargos precisam ser discutidas o quanto antes e não podem esperar muito pela boa vontade do banco em encaminhar a discussão global do PCC. Defendemos que os problemas relacionados a piso e ao Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado (CTVA) sejam equacionados o quanto antes", avalia.

Democratização da gestão

A reivindicação dos bancários, aprovada no 24º Conecef, é de que sejam eleitos representantes dos empregados no Conselho Diretor e no Conselho de Administração, ambos com direito a voz e voto. A defesa dessa reivindicação baseou-se, sobretudo, em projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados (PL 3407/08), que dispõe sobre a participação de trabalhadores em conselhos das empresas públicas e sociedades de economia mista em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social.

Os representantes da empresa ficaram de consultar o Ministério da Fazenda sobre a viabilidade de regulamentação para nomear um representante dos empregados no Conselho de Administração. No caso do Conselho Diretor, composto pela presidenta e vice-presidentes da empresa, a consulta será sobre a possibilidade de criação de uma Vice-Presidência especifica, a ser ocupada por um representante eleito pelos empregados.

Liberações de dirigentes

Os bancários reivindicaram o aumento do número de dirigentes sindicais liberados dos atuais 127 para 211. A Caixa aceita compatibilizar o percentual de liberação ao crescimento do quadro de pessoal, mas ficou de estudar o formato dessa proporcionalidade. O assunto voltará a ser discutido em uma próxima reunião.

Avaliador de penhor - A questão continua pendente. O debate sobre o tema será remetido para a negociação a respeito da reestruturação do PCC. As maiores divergências se relacionam à ampliação das condições para aperfeiçoamento técnico, notadamente nos níveis sênior, júnior e pleno.

Mobilização

Para Jair Ferreira, os bancários devem estar atentos aos desdobramentos da Campanha Nacional dos Bancários e se integrar à luta da categoria. "É muito importante que os sindicatos mobilizem os bancários para participarem das atividades propostas pelo Comando Nacional. Só com luta vamos conseguir romper a posição do banco", avalia. Estão previstas assembléias em todo o país nesta segunda-feira, dia 29, que decidirão sobre a orientação do Comando Nacional de greve de 24 horas no dia 30 de setembro.

Fonte: Contraf-CUT

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