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:: Campanha
Salarial das Financeiras:
Financiários dizem não à proposta das Financeiras
Os representantes dos Financiários e das Financeiras se reuniram hoje, dia 25 de novembro, em Belo Horizonte, na segunda rodada de negociação da Campanha Salarial 2008. Cardoso, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, Davidson Siqueira, diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, Marcelo Neves “Peninha”, presidente do Sindicato dos Bancários de Divinópolis, e Nilson José Garcia, presidente da FETRAF MG, rejeitaram no ato a proposta de reajuste de 7,26% apresentada pelas financeiras, que apenas repõe a inflação do período.
Os representantes dos trabalhadores cobraram dos patrões mais seriedade nas negociações, pois nenhuma das reivindicações dos trabalhadores foi contemplada na proposta apresentada, como aumento real, avanços nos benefícios e unificação da data-base da categoria, seguindo o calendário nacional, como sempre defenderam os Sindicatos e a FETRAF MG.
As financeiras usaram novamente o desgastado argumento de que o atual momento de crise não permite a concessão de aumento real. Os Representantes dos Financiários retrucaram, dizendo que estavam discutindo perdas passadas, anteriores à crise, além de confrontarem as Financeiras Mineiras com o aumento real conquistado pelos Financiários na negociação nacional.
Foi agendada para o próximo dia 3 de dezembro uma nova rodada de negociação.
Segundo Cardoso, as Financeiras têm a obrigação de apresentar uma proposta que atenda as reivindicações dos Financiários. “Não aceitaremos de forma alguma uma proposta que apenas reponha a inflação. Assim como os Bancos, as Financeiras são altamente lucrativas e têm totais condições de atender nossas reivindicações, como o aumento real, revisão dos benefícios e a unificação da data-base dos Financiários Mineiros com a data-base nacional. A crise não servirá de desculpa, pois os trabalhadores não podem ser penalizados por algo que é de responsabilidade dos donos do dinheiro”, afirmou.
Para Davidson Siqueira, as Financeiras devem parar de enrolar e negociar de maneira séria com a categoria. “Enquanto uma proposta digna não for apresentada o acordo não será fechado. Queremos que as negociações avancem, mas para isso as Financeiras têm que mudar sua postura na mesa e apresentarem algo de concreto que contemple os anseios dos Financiários”, ressaltou.

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.:: Encontro
Nacional deflagra campanha permanente no Itaú, Unibanco e HSBC:
O Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Itaú, Unibanco e HSBC organizado pela Contraf/CUT terminou nesta quarta-feira 19 com a aprovação da deflagração das campanhas permanentes em cada banco para negociar as reivindicações específicas. Os dirigentes decidiram que a campanha no Itaú e no Unibanco já será unificada, tendo como eixos centrais a garantia dos empregos e a preservação dos direitos. Nos dias 8, 9 e 10 de dezembro será a vez dos dirigentes sindicais do Bradesco e do Santander/Real realizarem o seu Encontro Nacional.
"Com esses encontros nacionais, estamos consolidando a estratégia de campanhas articuladas, com negociações dos temas de interesse comum da categoria realizadas na mesa da Fenaban durante a campanha salarial e negociações permanentes, durante o ano todo, das questões específicas de cada banco", explica Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT. "Nosso objetivo é organizar e mobilizar a categoria para irmos atrás das reivindicações e avançarmos nas conquistas."
Mais de 150 dirigentes sindicais dos três bancos privados participaram do Encontro Nacional, iniciado na segunda-feira 17, no município de Embu das Artes, na Grande São Paulo.
Em defesa do emprego no Itaú e Unibanco
Além da luta pela garantia dos empregos e preservação dos direitos dos bancários, os encontros do Itaú e Unibanco aprovaram uma série de reivindicações específicas, que serão unificadas na reunião que será realizada no dia 8 de dezembro entre as comissões de empresa dos funcionários dos dois bancos.
Já está decidido que haverá uma campanha de mídia em defesa do emprego e dos direitos, com a definição de uma marca e confecção de camisetas e jornais para clientes do Itaú e do Unibanco. Os dirigentes sindicais vão elaborar ainda um documento que será entregue ao Cade e ao Banco Central e farão um monitoramento minucioso nos Estados sobre o nível de emprego nos dois bancos.
"Foi extraordinária a unidade demonstrada pelos dirigentes sindicais do Itaú e do Unibanco em torno da necessidade estratégica de defender os empregos e os direitos dos bancários no processo de fusão", avalia Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf/CUT, que é funcionário do Itaú. "Ficou claro que é importante dialogar tanto com a categoria quanto com a opinião pública, para mostrar que a fusão não pode ser benéfica apenas aos banqueiros, mas também precisa ser positiva para a sociedade e para os bancários."
Fonte: Contraf/CUT
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.:: Bancários
definem campanha internacional conjunta por proteção ao emprego:
Os bancários de toda a América realizarão uma campanha conjunta pela proteção do emprego e das condições de trabalho no setor financeiro. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, dia 21, na plenária final da 4ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais, realizada na sede da COntraf/CUT, em São Paulo.
*Veja outras notícias sobre a 4ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais:
Durante dois das, 165 pessoas de dez países participaram de debates a respeito dos principais desafios do setor bancário internacional. Estiveram presentes dirigentes dos bancos de Itaú, Santander-Real, HSBC, Unibanco, BBVA e Banco do Brasil.
Na manhã desta sexta, os dirigentes se dividiram por bancos e debateram as questões específicas que serão tratadas com as empresas no próximo período. Depois dessa etapa, uma plenária reuniu todos os bancários para definir o calendário da Semana Internacional de Lutas, que acontecerá entre os dias 8 e 12 de dezembro. A semana servirá como lançamento da campanha internacional sobre proteção do emprego e condições de trabalho. Veja as datas por banco:
Dia 08 - Banco do Brasil.
Dia 09 - Itaú/Unibanco.
Dia 10 - HSBC
Dia 11 - BBVA
Dia 12 - Santander/ABN.
As entidades irão aprovar uma mídia conjunta para a campanha de proteção ao emprego. Deverão ser disponibilizados banners, selos e cartazes na página da UNI para download. Ficou agendada também uma outra semana de lutas, a ser realizada no final de janeiro de 2009, em conjunto com a UNI-Finanças Mundial.
"Foi um evento muito importante para a organização internacional dos trabalhadores, especialmente neste momento de crise que ameaça os empregos de todos", afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT. Ele considera que a definição da campanha internacional de proteção ao emprego foi um passo importantíssimo. "Somente com mobilização conseguiremos leis e acordos que garantam o direito de todos ao emprego e a condições de trabalho dignas", sustenta.
Fonte: Contraf/CUT
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.:: Banco do
Brasil compra Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões:
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
Mesmo
assim,
BB ainda
não
retornou
ao posto
de maior
banco do
país.
Negociações
aconteciam
há meses
e foram
facilitadas
pela MP
443.
O Banco do Brasil confirmou nesta quinta-feira (20), por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Bolsa de Valores de São Paulo, a aquisição do banco paulista Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões.
O pagamento será feito em dezoito parcelas mensais a partir de março de 2009 no valor, cada uma, de R$ 299,2 milhões - corrigidas pela taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano.
"O valor da operação foi calculado com base em avaliação econômico-financeira elaborada por consultores contratados pelo Banco do Brasil, a qual levou em consideração, entre outras metodologias, as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado da Nossa Caixa", informou o Banco do Brasil.
A venda da Nossa Caixa foi precedida por reunião entre o governador de São Paulo, José Serra, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida nesta quarta-feira (19). Ao fim do encontro, porém, o governador José Serra negou que o assunto tenha sido discutido.
Serviços em São Paulo
O BB informa ainda que um memorando de entendimentos prevê a manutenção da prestação de serviços ao estado de São Paulo. De acordo com o Banco do Brasil, os serviços serão mantidos em "todas as localidades" atualmente atendidas pela Nossa Caixa, com incremento das políticas de crédito e de fomento desenvolvidas pelo banco paulista.
O Banco do Brasil também informa que assumirá a "operacionalização" dos programas sociais do governo do estado administrados pela Nossa Caixa e que manterá o patrimônio público, principalmente no que se refere a depósitos judiciais e operações financeiras privativas de instituições financeiras oficiais.
Liderança
Mesmo com a compra da Nossa Caixa, o Banco do Brasil ainda não retornou ao posto de maior banco do país. Mas deu um passo para eventualmente retomar, no futuro, a posição nunca havia perdido anteriormente.
Ao concretizar a compra da Nossa Caixa, o BB soma R$ 53,4 bilhões em ativos, que já totalizavam R$ 459 bilhões antes da operação. Com isso, a instituição sobe para cerca de R$ 512,4 bilhões em ativos totais. Este valor já contabiliza o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e Banco do Piauí (BEP) - este último adquirido recentemente.
O conglomerado formado pelo Itaú e Unibanco possui cerca de R$ 575 bilhões em ativos. mantendo a liderança. O BB também avalia, porém, a compra do Banco de Brasília (BRB) e há rumores que estaria negociando a aquisição de parte do Banco Votorantin. A instituição também tem atuado na compra de carteiras de crédito de bancos de menor porte.
O BB deixou a liderança no início de novembro com a fusão entre o Itaú e o Unibanco, que resultou na criação de um "gigante financeiro". Com a operação, o conglomerado formado pelos dois bancos privados assumiu o posto de maior instituição financeira não só do Brasil, mas também da América do Sul.
Logo após o anúncio da fusão entre o Itaú e o Unibanco, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já avisava que o BB perderia a liderança "momentaneamente" e que a instituição teria a chance de correr atrás e se recompor.
"A vida é assim. Nada como um dia depois do outro. Ele [BB] terá também a chance de correr atrás e se refazer", disse Mantega na ocasião. A visão é compartilhada pelo presidente Lula, para quem há interesse de que o BB seja "muito maior do que qualquer banco no Brasil."
Nova regra
A compra da Nossa Caixa foi agilizada pela edição, por parte do presidente Lula, da Medida Provisória 443, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a adquirirem, com menos burocracia, instituições financeiras públicas e que passou a permitir a compra de bancos privados. A medida foi anunciada em meados de outubro, antes da fusão do Itaú com o Unibanco.
O BB lembra que já estava conversando com o governo paulista sobre a compra da Nossa Caixa há vários meses, ou seja, bem antes do anúncio da fusão entre o Itaú e Unibanco. Com a MP 443, informou em outubro o vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Mendes, a compra do banco paulista teria ficado mais fácil, visão que também foi compartilhada pelo governador de São Paulo, José Serra.
Segundo explicou Aldo Mendes, do BB, quando a MP 443 foi editada em outubro, o modelo antigo [pelo qual o BB não podia fazer compras diretas de outros bancos] começou a mostrar "grande dificuldade" para a compra da Nossa Caixa e BRB, pois envolvia uma engenharia financeira complicada e pagamento em ações.
"Os vendedores [governos estaduais] não querem receber, como moeda de troca, ações de outro banco. Querem transformar esse banco em outros ativos. Em um primeiro momento caixa [dinheiro] e, em um segundo momento, investimento em seus estados", explicou Mendes naquele momento.
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.:: Itaú e
Unibanco anunciam fusão e criam maior grupo financeiro do
Hemisfério Sul:
da
Folha
Online
A Itaúsa
empresa
de
participações
do grupo
Itaú e o
Unibanco
anunciaram
nesta
segunda-feira
que irão
fundir
suas
operações
financeiras,
o que
formará
o maior
banco do
país e o
maior
grupo
financeiro
do
Hemisfério
Sul,
segundo
comunicado
divulgado
pelos
bancos.
"Os
controladores
da
Itaúsa e
da
Unibanco
Holdings
comunicam
ao
mercado
que
assinaram
nesta
data
contrato
de
associação
visando
à
unificação
das
operações
financeiras
do Itaú
e do
Unibanco
de modo
a formar
o maior
conglomerado
financeiro
privado
do
Hemisfério
Sul,
cujo
valor de
mercado
fará com
que ele
fique
situado
entre os
20
maiores
do
mundo.
Trata-se
de uma
instituição
financeira
com a
capacidade
de
competir
no
cenário
internacional
com os
grandes
bancos
mundiais",
informaram
as duas
empresas
em
comunicado
ao
mercado.
Segundo
as duas
instituições,
o total
de
ativos
combinado
é de
mais de
R$ 575
bilhões
contra
R$ 403,5
bilhões
do Banco
do
Brasil,
e R$
348,4
bilhões
do
Bradesco,
de
acordo
com
dados de
junho do
Banco
Central.
Em
comunicado,
as
instituições
informaram
que a
fusão é
resultado
de 15
meses de
negociação
e de
"uma
forte
identidade
de
valores
e visão
convergente
de
futuro".
A
presidência
do
Conselho
de
Administração
ficará a
cargo de
Pedro
Moreira
Salles
(pelo
Unibanco)
e o
Presidente
Executivo
será
Roberto
Egydio
Setubal
(pelo
Itaú). O
Conselho
de
Administração
do novo
banco
será
composto
por 14
membros,
sendo
que seis
serão
indicados
pelos
controladores
da
Itaúsa e
pela
família
Moreira
Salles,
e os
demais
serão
independentes.
"Esta
operação
surge em
momento
de
grandes
mudanças
e
oportunidades
no
mundo,
particularmente
no setor
financeiro.
O novo
banco
consolida-se
em um
cenário
que
encontra
o Brasil
e o seu
sistema
financeiro
em
situação
privilegiada,
com
enormes
possibilidades
de
melhorar
ainda
mais a
sua
posição
relativa
no
cenário
global",
informam.
Para ser
concretizada,
a fusão
ainda
terá que
ser
aprovada
pelo
Banco
Central
e por
órgãos
reguladores
como a
CVM
(Comissão
de
Valores
Mobiliários)
e o Cade
(Conselho
Administrativo
de
Defesa
Econômica).
Clientes
Conforme
as
empresas,
"nada
muda
operacionalmente
neste
momento"
para os
clientes
do Itaú
e do
Unibanco.
"Todos
continuarão
a
utilizar
normalmente
os
diferentes
canais
de
atendimento,
cheques,
cartões
e demais
produtos
e
serviços."
Segundo
o Itaú e
o
Unibanco,
com a
fusão
dos dois
bancos
serão
aproximadamente
4.800
agências
e postos
de
atendimento
(representando
18% da
rede
bancária)
e 14,5
milhões
de
clientes
de conta
corrente
(18% do
mercado).
Em
volume
de
crédito,
representará
19% do
sistema
brasileiro,
e em
total de
depósitos,
fundos e
carteiras
administradas
atingirá
21%.
Conforme
as duas
instituições,
as
operações
de
cartões
de
crédito
passam a
contemplar
as
empresas
Itaucard,
Unicard,
Hipercard
e
Redecard.
No
mercado
de
seguros,
o novo
grupo
nasce
com uma
participação
de 17% e
de 24%
em
previdência.
As
operações
Corporate
(para
empresas)
vão
somar
mais de
R$ 65
bilhões,
com
atendimento
a mais
de 2.000
grupos
econômicos
no
Brasil,
conforme
os dois
bancos,
que
também
informaram
que o
negócio
de
Private
Bank
(gestão
de
grandes
fortunas)
será o
maior da
América
Latina,
com
aproximadamente
R$ 90
bilhões
de
ativos
sob
gestão.
Mercado
de ações
O acordo
firmado
entre as
duas
partes
determina
que os
acionistas
do
Unibanco
migrarão
para uma
nova
companhia
que se
chamará
Itaú
Unibanco
Holding
Financeira,
cujo
controle
"será
compartilhado,
entre a
Itaúsa e
os
controladores
da
Unibanco
Holdings,
por meio
de
holding
não
financeira
a ser
criada
no
âmbito
da
reorganização."
As ações
ordinárias
do
Unibanco
e da
Unibanco
Holdings
serão
substituídas
por
ações
ordinárias
da Itaú
Unibanco
Holding.
Cada
1,1797
ação das
duas
empresas
virará 1
ação da
Itaú
Unibanco
Holding.
Já cada
1,7391
ação
Unit do
Unibanco
passará
a valer
1 ação
preferencial.
Por sua
vez,
cada
3,4782
ações
preferenciais
do
Unibanco
e da
Unibanco
Holdings
valerão
1
preferencial
da nova
empresa.
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.:: Acordos
com a Fenaban, BB e Caixa serão assinados na quinta-feira:
Os bancários de todo o país avaliaram, nesta quarta e quinta-feira, em assembléias, as propostas apresentadas pela Fenaban, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Praticamente todos os sindicatos aprovaram as propostas para os bancos privados e o BB, encerrando a greve em todo o país. Na Caixa, algumas bases rejeitaram a proposta e mantiveram a greve nesta sexta-feira, quando novas assembléias foram realizadas. Até o fechamento deste texto, a maioria das assembléias decidiu aceitar a proposta e encerrar a paralisação.
A assinatura dos acordos com a Fenaban, a Caixa e o BB, inicialmente marcada para o dia 29, foi alterada para o dia 30 de outubro, em São Paulo. Na quarta 29, será assinado o aditivo do BNB, às 11h, no Passaré em Fortaleza.
(veja aqui os resultados das assembléias dos empregados da Caixa ocorridas nessa sexta-feira).
- Clique aqui para ver a proposta da Fenaban
- Clique aqui para ver a proposta do Banco do Brasil
- Clique aqui para ver a proposta da Caixa
Fonte: Contraf/CUT
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.::
Bancos privados e BB aceitam proposta da Fenaban e Caixa terá
mais um dia de greve:
Mais
de
150
bancários
participaram
da
assembléia
realizada
hoje,
22
de
outubro,
na
sede
social
do
Sindicato
dos
Bancários.
A
proposta
feita
pela
Fenaban
foi
aceita
e
assim
os
bancos
privados
e o
Banco
do
Brasil
decretaram
o
fim
da
greve.
A
Fenabana
propôs
um
reajuste
salarial
de
10%
para
quem
ganha
até
R$
2.500
e de
8,15%
para
os
que
ganham
mais
de
R$
2.500
além
da
previsão
de
aumento
para
a
participação
nos
lucros
e
resultados
(PLR)
e
outras
reivindicações
feitas.
Segundo
o
Sindicato,
a
proposta
não
agradou
e a
PLR
ainda
está
abaixo
do
que
os
banqueiros
podem
pagar.
Mas
a
Fenaban
anunciou
que
foi
a
última
proposta
apresentada.
Os
bancários
do
Banco
do
Brasil
decidiram
por
aceitar
as
propostas
apresentadas
pelo
banco
sobre
questões
específicas
e na
assembléia
votou
pelo
fim
da
greve.
Já a
situação
da
Caixa
Econômica
é
diferente.
Não
houve
acordo
sobre
as
pendências
específicas
por
parte
da
gestão
gerencial
da
Caixa
e
bancários
decidiram
permanecer
por
mais
um
dia
de
greve
até
haver
uma
negociação
com
o
banco.
A
Fenaban
não
aceita
anistiar
os
dias
em
greve
e
propôs
uma
compensação
dos
dias
parados.
Esta
foi
uma
das
maiores
manifestações
feita
pela
categoria.
Amanhã,
23
de
outubro,
haverá
uma
assembléia
as
19hrs,
na
sede
social
do
Sindicato
dos
Bancários
para
analisar
e
decidir
a
situação
da
Caixa
Econômica.
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.::
Assembléias amanhã votam greve por tempo indeterminado a partir
de quarta:
Atendendo orientação do Comando Nacional dos Bancários, os sindicatos realizarão assembléias nesta terça-feira 7 para votar a proposta de greve por tempo indeterminado em todo o país a partir da quarta-feira.
Na rodada de negociação do dia 24, os bancos ofereceram reajuste de 7,5% (apenas 0,35% acima da inflação de 7,15% medida pelo INPC do IBGE) sobre todas as verbas salariais, inclusive na PLR. Com essa proposta, os bancos pagariam este ano uma PLR menor do que no ano passado.
"Mesmo sendo o setor da economia brasileira que tem os maiores lucros, os bancos fizeram uma proposta inaceitável que os bancários já rejeitaram nas assembléias e nas paralisações da semana passada. Mas parece que os bancos não se mostraram sensibilizados e estão apostando no confronto. Aos bancários só resta o caminho da greve por tempo indeterminado", afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional.
Quem já está em greve
Continuam em greve desde a semana passada as seguintes bases sindicais:
Todos os bancos
Brasília
Pernambuco
Salvador
Sergipe
Maranhão
Rio Grande do Norte
Irecê (BA)
Greve só na Caixa
Porto Alegre
Santa Cruz do Sul (RS)
Greve a partir de hoje
Pará e Amapá
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.:: Comando
Nacional orienta greve por tempo indeterminado a partir do dia
8:
O Comando Nacional dos
Bancários, reunido nesta quarta-feira 1º em São Paulo,
aprovou a orientação para que os sindicatos convoquem
assembléias para a próxima terça-feira 7 com o objetivo de
aprovar a deflagração de greve por tempo indeterminado em
todo o país a partir do dia 8 de outubro.
"Mesmo sendo o setor da economia brasileira que tem os
maiores lucros, os bancos fizeram uma proposta inaceitável
que os bancários já rejeitaram nas assembléias e nas
paralisações desta semana. Mas parece que os bancos não se
mostraram sensibilizados e estão apostando no confronto",
afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e
coordenador do Comando Nacional.
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.:: Juiz de
Fora: Bancários fazem greve de 24 horas:
Os
bancários de Juiz de Fora decidiram, na assembléia de hoje,
realizada no Sindicato dos Bancários, paralisarem suas
atividades por 24h, amanhã, dia 30. A decisão segue
orientação da Contraf CUT (Confederação Nacional dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro), que recusou a proposta de
7,5% de reajuste da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
A movimentação é nacional e atingirá as
principais cidades em todo o país. As agências amanhecerão com cartazes de
greve e o atendimento ao público será suspenso, funcionando somente os
caixas eletrônicos.
Informações complementares
Principais reivindicações da
Campanha Nacional 2008
Aumento real:
13,23% de reajuste
Plano de Cargos e Salários para todos:
1% de reajuste a cada ano de trabalho. 2% a cada cinco anos. O banco é
obrigado a promover o bancário pelo menos um nível a cada cinco anos.
Fim das metas abusivas:
definidas pela agência/departamento com a participação de todos os
trabalhadores, levando em conta a abordagem ao cliente e o tempo para
sua execução. Deverão ser obrigatoriamente coletivas, levando em
consideração a região, o porte da agência, o número de funcionários, a
base de clientes e o perfil econômico local. Ficam proibidas quaisquer
tipos de compa-ração dos resultados obtidos, elaboração de rankings ou
classificação por desempenho individual, da agência ou por região.
Pisos salariais :
R$ 1.497,75 para escriturários, R$
1.947,07 para caixas e tesoureiros, R$ 2.321,50 para primeiro
comissionado, R$ 3.369,93 para gerente.
Aumento da PLR e simplificar os
critérios de distribuição: três salários + R$ 3.500 para todos, sem
limitador e sem teto.
Vale-refeição: R$ 17,00
Cesta-alimentação:
R$ 415,00 + 13ª cesta-alimentação conquistada no ano passado.
Auxílio-Creche: R$ 415, com
ampliação da idade para 8 anos e 11 meses e comprovação anual dos
gastos.
Contratação de remuneração total
Além do reajuste salarial, os bancários querem regrar a remuneração
variável. A reivindicação é de distribuição de 5% da receita de
prestação de serviços de forma igualitária entre todos os bancários. O
pagamento deverá ser feito após a publicação do balanço trimestral. Além
disso, 10% de toda a produção da agência deve ser distribuída entre os
trabalhadores da unidade.
Novas conquistas:
Auxílio-educação e a criação de um plano de previdência complementar
fechado, com gestão compartilhada
Emprego:
Ratificação da convenção 158; defesa do emprego; cumprimento da jornada
de 6 horas; contratação de mais funcionários, estabelecendo efetivo
mínimo para o atendimento aos clientes
Segurança: Instalação de portas
de segurança em todas as agências bancárias, já no auto-atendimento;
pagamento de adicional de risco de vida no valor de 40% do salário para
funcionários de agências e PABs.
Eixos políticos: Defesa dos bancos
públicos; ampliação do crédito produtivo para investimentos,
principalmente agrícola; redução da taxa de juros; regulamentação do
artigo 192 da Constituição Federal (que estabelece o papel do sistema
financeiro no país).
Maiores informações
Marcos Louzada
(presidente do Sindicato dos Bancários)
Sara de Moraes
(Assessoria de imprensa)
3215-2249 (ramal 227)
(horário: terça até 14h)
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.:: Nova rodada de negociação
específica do Banco do Brasil termina sem avanços:
Terminou sem avanços a segunda
rodada de negociação das reivindicações específicas do
funcionalismo do Banco do Brasil, realizada nesta segunda-feira
29 em Brasília entre a direção do BB e o Comando Nacional dos
Bancários, assessorado pela Comissão de Empresa dos
Funcionários. Foram discutidas a PLR, questões referentes à
fusão com o Besc e as ressalvas à Convenção Coletiva de Trabalho
(CCT).
"Isso mostra que a direção do banco está em compasso de espera,
para ver a reação do funcionalismo na greve da categoria desta
terça-feira", avalia Marcel Barros, coordenador da Comissão de
Empresa. "Por isso é importante que os funcionários do BB
compareçam às assembléias e façam a greve de advertência de 24
horas junto com os demais bancários."
PLR
O banco afirmou na negociação desta segunda-feira que pretende
manter o modelo de PLR adotado nos últimos semestres.
Os representantes dos funcionários propuseram que o valor de
salários paradigmas para o cálculo da PLR seja aumentado na
proporção do crescimento do lucro, ou seja, 64% do E-6 para
escriturários, E-6 mais comissão de caixa para os caixas
executivos. E para os comissionados, o VR (Valor de Referência)
ou VR mais DM (Diferencial de Mercado), quando for o caso.
O Comando também propôs que o acordo seja anual, da mesma forma
que o anterior. O banco se dispôs a analisar a proposta e
responder numa nova rodada de negociação.
Cláusulas da CCT ressalvadas
O acordo específico do Banco do Brasil que está em vigor possui
uma série de cláusulas que são mais vantajosas do que a
Convenção Nacional dos Bancários que é assinada com a Fenaban.
Entre essas cláusulas estão o salário de ingresso, adicional por
tempo de serviço, estabilidade provisória de emprego etc..
Há outro grupo de cláusulas do acordo específico que adaptam a
redação às especificidades do BB (cláusulas ressalvadas), entre
as quais está a gratificação de caixa, que no banco é maior. E
há ainda um terceiro grupos de cláusulas que só existem no BB,
como delegado sindical, ponto eletrônico, cinco dias de faltas
abonadas etc..
Na negociação desta segunda-feira, foram discutidas as cláusulas
ressalvadas, do segundo grupo. O banco afirmou que como elas
dependem do resultado das negociações com a Fenaban, vai avaliar
e apresentar proposta na próxima rodada de negociação.
Besc
Foi reafirmada a negociação específica para tratar de assuntos
referentes à incorporação do Besc. A negociação deverá ocorrer
no próximo dia 1º de outubro, em Florianópolis.
Fonte: Contraf/CUT
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.:: Caixa: negociações seguem
travadas e Comando orienta para mobilização:
Aconteceu nesta sexta-feira,
dia 26, em Brasília, nova rodada de negociações da Campanha
Nacional dos Bancários 2008 para as questões específicas da
Caixa Econômica Federal. Os empregados foram representados pelo
Comando Nacional dos Bancários, com assessoria da Comissão
Executiva dos Empregados da Caixa (CEE-Caixa). As negociações
desta sexta-feira encerraram as rodadas da Campanha Nacional por
blocos temáticos, a exemplo do que ocorreu na Fenaban.
A reunião discutiu a adoção da proposta de alteração do método
de custeio do REG/Replan, contratação de pessoal, cumprimento
das cláusulas negociadas com a Fenaban, a avaliação sobre a
conclusão dos trabalhos da comissão paritária de promoção por
mérito no âmbito do novo PCS, a liberação de dirigentes
sindicais, a democratização da gestão e a recomposição do poder
de compra dos salários.
REG/Replan
Os representantes dos empregados voltaram a cobrar da direção da
Caixa uma solução definitiva para a adoção da proposta de
alteração do método de custeio do REG/Replan, apresentada em
2003 pelos conselheiros deliberativos eleitos na Funcef, que
busca minimizar o ônus do custeio do plano. Desde que o tema
começou a ser discutido, sobretudo quando o Novo Plano foi
negociado, o entendimento firmado foi de que a permanência ou
não no REG/Replan não-saldado seria opcional. Os representantes
dos empregados reafirmaram que não aceitam nenhum tipo de
retaliação ou discriminação contra os empregados que optaram por
ficar no REG/Replan. Segundo a Contraf/CUT, a postura da Caixa
de não cumprir o negociado vem gerando clima de insatisfação
entre os empregados desse grupo, o que é inaceitável.
A Caixa acatou proposta feita pela representação dos empregados
de promover reunião entre técnicos da empresa e da Funcef para
discutir com maior profundidade o método de custeio do REG/Replan
não-saldado. Não foi ainda agendada data para esse encontro.
Contratação de pessoal
A Caixa voltou a informar que, atualmente, conta com um quadro
de 78.053 trabalhadores, contingente considerado insuficiente
pelo Comando para que a empresa possa atender o aumento de suas
atribuições ocorrido nos últimos anos. Os representantes dos
bancários lembram ainda que a carência de pessoal impõe uma
extenuante carga de trabalho aos empregados, sobretudo nas
agências e nas Ret/PV, levando-os a conviver cotidianamente com
a fadiga, a insatisfação e a revolta.
A alegação da Caixa é de que qualquer discussão sobre aumento no
quadro total de empregados tem relação direta com o aporte de
recursos e com a autorização de órgãos controladores como o
Ministério da Fazenda. O banco argumenta ainda que a redução de
104 mil para 101 mil trabalhadores, ocorrida nos últimos anos,
vem em resposta à reivindicação de fim da terceirização, sendo
que ainda há 10 mil trabalhadores terceirizados passíveis de
serem substituídos por novos contratados.
Os representantes dos empregados voltaram a cobrar novas gestões
da Caixa junto ao governo federal (Ministério da Fazenda) para
que seja autorizada a ampliação do quantitativo de pessoal da
empresa com a urgência que se faz necessária, única forma de não
causar prejuízos às condições de trabalho e à saúde dos
bancários.
Promoção por mérito
Os representantes dos empregados protestaram contra a
intransigência demonstrada pela Caixa no decorrer dos trabalhos
da comissão paritária encarregada de definir os critérios para
promoção por merecimento no âmbito do novo PCS. Os trabalhos
foram encerrados no dia 25, sem qualquer acordo, porque a Caixa
mais uma vez rompeu com o negociado ao insistir em colocar metas
individuais como um dos principais critérios. O foco da empresa
na Gestão de Pessoas por Competências (GPC) levou também a que
não houvesse acordo sobre os critérios que deveriam ser
implantados. Com isso oobjetivo dessa comissão paritária foi
desvirtuado. Ficou acertado, porém, que essa discussão será
remetida para a mesa específica de negociações da Campanha
Nacional dos Bancários.
Reajuste e PCC
A Caixa firmou compromisso de aplicar o índice de reajuste
negociado com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), o que é
considerado positivo pelos representantes dos empregados.
Além disso, o banco afirmou que concorda em fazer o debate sobre
o Plano de Cargos e Carreiras (PCC), mas que ainda não há
qualquer definição de cronograma. A Contraf/CUT deixou claro, no
entanto, que o debate sobre o PCC precisa ser aprofundado no
período da Campanha Nacional dos Bancários 2008. "A demora na
definição de um cronograma para essas negociações dificultará o
avanço nessa questão, que se torna cada vez mais urgente", cobra
Jair Ferreira, coordenador da CEE-Caixa. "Algumas questões
pontuais relativas a diversos cargos precisam ser discutidas o
quanto antes e não podem esperar muito pela boa vontade do banco
em encaminhar a discussão global do PCC. Defendemos que os
problemas relacionados a piso e ao Complemento Temporário
Variável de Ajuste de Mercado (CTVA) sejam equacionados o quanto
antes", avalia.
Democratização da gestão
A reivindicação dos bancários, aprovada no 24º Conecef, é de que
sejam eleitos representantes dos empregados no Conselho Diretor
e no Conselho de Administração, ambos com direito a voz e voto.
A defesa dessa reivindicação baseou-se, sobretudo, em projeto de
lei que tramita na Câmara dos Deputados (PL 3407/08), que dispõe
sobre a participação de trabalhadores em conselhos das empresas
públicas e sociedades de economia mista em que a União, direta
ou indiretamente, detenha a maioria do capital social.
Os representantes da empresa ficaram de consultar o Ministério
da Fazenda sobre a viabilidade de regulamentação para nomear um
representante dos empregados no Conselho de Administração. No
caso do Conselho Diretor, composto pela presidenta e
vice-presidentes da empresa, a consulta será sobre a
possibilidade de criação de uma Vice-Presidência especifica, a
ser ocupada por um representante eleito pelos empregados.
Liberações de dirigentes
Os bancários reivindicaram o aumento do número de dirigentes
sindicais liberados dos atuais 127 para 211. A Caixa aceita
compatibilizar o percentual de liberação ao crescimento do
quadro de pessoal, mas ficou de estudar o formato dessa
proporcionalidade. O assunto voltará a ser discutido em uma
próxima reunião.
Avaliador de penhor - A questão continua pendente. O
debate sobre o tema será remetido para a negociação a respeito
da reestruturação do PCC. As maiores divergências se relacionam
à ampliação das condições para aperfeiçoamento técnico,
notadamente nos níveis sênior, júnior e pleno.
Mobilização
Para Jair Ferreira, os bancários devem estar atentos aos
desdobramentos da Campanha Nacional dos Bancários e se integrar
à luta da categoria. "É muito importante que os sindicatos
mobilizem os bancários para participarem das atividades
propostas pelo Comando Nacional. Só com luta vamos conseguir
romper a posição do banco", avalia. Estão previstas assembléias
em todo o país nesta segunda-feira, dia 29, que decidirão sobre
a orientação do Comando Nacional de greve de 24 horas no dia 30
de setembro.
Fonte: Contraf-CUT
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